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Novos dispositivos são produzidos com datas de validade

Quase todos os aparelhos têm uma bateria que se vai esgotar. Quando? Na maior parte dos casos é segredo. Será que as empresas programam a morte dos dispositivos para forçar a compra de novos?

Essa é a estratégia das empresas para lançar novos produtos e incentivar você a comprar a inovação mais revolucionária de todos os tempos da última semana.

Em 1879, o inventor norte-americano Thomas Edison registrou a patente da lâmpada elétrica, produzida com filamentos de carbono e que era capaz de funcionar por até 40 horas. O aperfeiçoamento da invenção estagnou no início da década de 1920, quando as lâmpadas comercializadas em todo o mundo eram utilizadas por até mil horas antes de apresentar defeitos. 

O aparente limite tecnológico, entretanto, não passava de estratégia econômica: as maiores empresas do setor, estabeleceram um acordo para limitar a vida útil das lâmpadas e estimular a contínua comercialização do produto. Conhecido como Cartel Phoebus, o caso se tornou o episódio mais notório de uma prática denominada obsolescência programada, em que as mercadorias saem das fábricas com data de validade para deixar de funcionar.

Um exemplo moderno disso, são as baterias, fabricadas com íons de lítio, que carregam mais rápido e têm maior vida útil. Ainda assim só "vivem" até 1000 ciclos de carga, ou seja, depois de 1000 carregamentos completos a bateria perde a sua capacidade de vida útil e fica "viciada".

Se dividirmos esses 1000 ciclos de carregamentos em dias, veremos que o tempo médio de vida dos eletrónicos atuais é de 3 anos. Será que as empresas programam a morte dos dispositivos para forçar a compra de novos? Fica a questão no ar...

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