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Blackout Challenge: o desafio do TikTok que já fez várias vítimas

O caso de Archie Battersbee deu escala ao debate sobre os desafios que criam risco de vida nas redes sociais, mas o Blackout Challenge já existia antes do TikTok e nesta, como noutras redes sociais, também já passaram outros igualmente letais.

Os pais de Archie Battersbee, o menino de 12 anos que sofreu danos cerebrais irreversíveis depois de participar num desafio do TikTok, continuam a lutar para que as máquinas que suportam a vida do filho não sejam desligadas.

Enquanto isso, o tema ganhou mediatismo e chamou a atenção para um fenómeno que não é novo e que já pôs fim a outras vidas.

O TikTok, com ou sem responsabilidade direta no assunto, pela dimensão que assumiu, está no centro da polémica e já enfrenta vários processos em tribunal.

O caso de Archie começou em abril, quando os pais encontraram o jovem inanimado. Tinha participado no Blackout Challenge, que consiste, basicamente, em apertar o pescoço até perder os sentidos, usando uma corda, um cinto, ou outro objeto. A privação de oxigénio no cérebro pode causar danos graves ou morte e foi o que aconteceu já a outros jovens que seguiram o desafio através da rede social.

Acusa-se o TikTok de usar algoritmos perigosos que, intencional e repetidamente, selecionam vídeos do desafio para exibir no feed de crianças, incentivando-as a participar. A acusação vai mais longe e considera que o “TikTok investiu milhares de milhões de dólares para conceber intencionalmente produtos que destacam conteúdos perigosos, que sabe serem perigosos e que podem resultar na morte dos seus utilizadores". 

No caso mais recente, Archie, o menino que os pais querem manter ligado à vida, está em coma desde abril. Os médicos do Royal London Hospital defendem que manter as máquinas ligadas não serve o melhor interesse da criança e definiram a passada quinta-feira, 4 de agosto, como dia para as desligar.

Os pais recorreram à justiça, que confirmou a decisão médica. Recorreram também ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que recusou intervir, mas a família conseguiu ganhar tempo com uma última tentativa. Se conseguisse apresentar um pedido de transferência da criança, a família evitaria que o suporte artificial de vida fosse desligado. 

Foi entregue ao tribunal um pedido de transferência para uma unidade de cuidados paliativos. Até haver decisão, as máquinas que ligam o jovem à vida permanecem ligadas.

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